Saudações à todos que passarem por esse Blog!

O Envelhecimento com qualidade de vida é uma das maiores conquistas na história do ser humano.

Hoje é comum encontrarmos pessoas com 70, 80 anos ativas, algumas ainda fazem questão absoluta de estar no mercado de trabalho. Algumas aposentam porém não se acomodam: criam, inventam o quê fazer!

E é comum também vermos pessoas alcançarem os 90 anos e, algumas ainda mais: alcançam 100 anos.

A segunda grande conquista é chegar a essas idades com autonomia, independência, lucidez e ainda praticando algo útil na sociedade.



Esse Blog foi criado com 2 objetivos principais:

1-Em homenagem aos meus alunos do Curso de Fonoaudiologia e Qualidade de Vida - Turma da 3a Idade (UNATI - UNESP/Assis) que têm sede de aprender cada vez mais e também aos meus alunos do curso de capacitação e formação de cuidadores.



2- Criar um canal aberto onde eu possa apresentar uma coletânea de diversos textos (autores diversos), artigos, notícias, pesquisas, curiosidades sobre esse assunto e que as pessoas que por aqui passarem, possam refletir, filosofar, expressar suas ideias e ampliar seus conhecimentos.



Durante todo o ano de 2008 e 1º Semestre de 2009 estabeleceu-se um vínculo crescente "recheado" de muito carinho, respeito, amizade e trocas de experiências.

A cada nova aula uma nova oportunidade de crescimento.

Crescimento em vários sentidos: emocional, cognitivo, social, intelectual... enfim... aquela troca de experiência com o grupo da 3a Idade (UNATI) não somente beneficiou aos alunos , mas sobretudo a mim, como pessoa e como profissional.

Eu via em cada aluno a sede de aprender, conhecer, saber cada vez mais!

Diferente do que observamos na maioria dos jovens, noto que as pessoas da 3a idade têm sede de VIVER!!! E viver com qualidade!!



Foi isso que procurei passar aos meus alunos: viver a vida de modo intenso...com prazer! Mas viver com qualidade!!!

Isso que pretendo deixar registrado nesse Blog: tudo que possa proporcionar uma maior qualidade de Vida!



Sejam todos muito bem vindos!



Recebam meu carinho:

Selene Lipe

Mostrando postagens com marcador osteoporose. Mostrar todas as postagens
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sábado, 9 de abril de 2011

Osteoporose

OSTEOPOROSE:
É definida como uma redução da massa mineral óssea, resultando em diminuição da força óssea e aumento da susceptibilidade a fraturas após trauma leve ou moderado.

As mulheres têm densidade mineral óssea menor do que os homens e essa diferença é acentuada na idade adulta, quando ocorre perda rápida de osso no período da menopausa. As conseqüências da osteoporose são as fraturas, sendo mais comuns as da coluna vertebral, quadril e punho. A queda hormonal observada na menopausa aumenta bastante a perda óssea, principalmente nos primeiros 5 anos após a suspensão da menstruação.

-->Fatores de risco para a osteoporose:

*Fatores primários inevitáveis:
Raça branca ou amarela
Baixa estatura
Baixo peso corporal
Antecedentes familiares
Menopausa

*Fatores primários evitáveis:
Dietéticos (dietas pobres em cálcio, ricas em vit D, excesso de proteínas de origem animal e sal, dieta rica em fibras, alimentos acidificados).
Excesso de cafeína
Excesso de álcool
Sedentarismo
Tabagismo

Fatores secundários:
Insuficiência renal crônica
Cirurgia do estômago e intestino
Síndrome de má absorção
Hiperparatiroidismo
Hipertiroidismo
Síndrome de Cushing
Diabetes mellitus
Uso de medicamentos
Corticosteróides
Anticonvulsivantes
Antiácidos com alumínio


Cálcio e vitamina D
O cálcio dietético reduz a perda óssea e o risco de fraturas, mas não as afastam definitivamente em mulheres na pré e pós menopausa.
Em um estudo francês, a incidência de fraturas (principalmente de quadril), diminuiu 26% em mulheres idosas com suplemento de cálcio e vit. D.
A recomendação de ingestão de cálcio na peri e pós menopausa é de 1000mg/dia.
As principais fontes de cálcio são o leite e derivados (uma xícara de iogurte fornece de 350 a 400mg de cálcio). A vitamina D é obtida a partir da dieta e através da síntese na pele, após exposição solar.

Ingestão adequada de vit. D para mulheres climatéricas é de 10ug/dia.

As fontes de vit. D são poucas (a maior parte é sintetizada na pele): gema de ovo, fígado, manteiga, pescados gordurosos.


Sódio (sal)
O sódio provoca aumento da excreção renal de cálcio. Para cada 500mg a mais de sódio ingerido, poderá ocorrer um aumento de 10mg no cálcio eliminado pela urina.

Um estudo envolvendo mulheres na pós menopausa, mostrou que a ingestão adequada para atenuar perda óssea seria de 1000mg de cálcio e 2000mg de sódio por dia.


Cafeína
A ingestão de cafeína causa um aumento relativamente rápido (1 a 3h) na excreção urinária de cálcio. Pesquisas mostraram que a perda óssea foi maior em mulheres (pós menopausa) que ingeriam menos de 800mg/dia de cálcio e mais do que 3 xícaras de café por dia.


Álcool
O etanol em excesso afeta diretamente o tecido ósseo porque interfere na formação do osso. O alcoolismo crônico é com freqüência causa de osteoporose em homens e mulheres

A alegria de ter ossos saudáveis



A alegria de ter ossos saudáveis
Não seria maravilhoso se os nossos ossos se conservassem sempre fortes???
Pois é ... mas isso não acontece, e à medida que os anos passam eles vão enfraquecendo.

A osteoporose é uma doença silenciosa que afeta milhares de pessoas mundialmente, sobretudo mulheres após a menopausa.
A luta contra esta doença começa muito anos antes, durante a infância e a adolescência.

Saiba o que pode fazer pela sua saúde óssea:

A osteoporose é uma doença que se caracteriza por uma maior fragilidade do osso, causada por alterações da arquitetura e densidade mineral óssea. Esta condição predispõe o osso a fraturas, que estão associadas a uma morbilidade e mortalidade não negligenciáveis.

Quando um osso está frágil e quebradiço não é preciso um traumatismo maior para fraturar. Assim, pequenas quedas podem condicionar fraturas osteoporóticas, que normalmente ocorrem ao nível do punho, coluna vertebral ou anca.
O osso é um tecido muito ativo e em constante remodelação. Existem células especializadas em produzir osso e outras responsáveis pela sua destruição, para que possa ocorrer uma nova deposição de matriz óssea nos locais adequados. Esta grande actividade permite a reparação de micro-fracturas e a adaptação às diferentes solicitações mecânicas, aspectos essenciais para manter a função de suporte do esqueleto.

Nas primeiras décadas de vida, existe mais formação do que remoção de matriz óssea, o que permite o crescimento típico das crianças e adolescentes. Este é o período óptimo para deposição de massa óssea, pois o osso está mais sensível a estímulos mecânicos por questões hormonais.
Assim, a prática de exercício físico nestas idades pode trazer benefícios a longo prazo, pois aumenta o capital de massa óssea do jovem.

Por volta da terceira década de vida, atinge-se o pico de massa óssea. É importante chegar a esta fase com o maior patrimonio ósseo possível. Um aumento de 10% na pico de massa óssea reduz em 50% o risco de vir a ter uma fratura osteoporótica.
Aos 40 anos, aproximadamente, inicia-se o processo de perda, por existir uma maior remoção do que deposição da matriz óssea. Na menopausa, o osso perde o efeito protetor dos esterogéneos, havendo um declínio mais acentuado da densidade mineral óssea. Neste período, em que as perdas superam os ganhos, interessa atenuar a velocidade de perda, controlando alguns dos fatores de risco.

OS DEZ MANDAMENTOS PARA A SAÚDE DOS SEUS OSSOS
1. Seja ativo
O exercício físico é muito importante, pois fornece um estímulo ao osso para se manter saudável. Quando mais diversificada for a atividade física, melhor, pois expõe o osso a variadas forças (compressão, torção, flexão). A variedade de cargas permite que o osso esteja mais forte e adaptado a solicitações diferentes.

Os exercícios com cargas adicionais são os melhores para a saúde do esqueleto. A marcha, a corrida, dança, step ou treino com pesos são óptimas opções. Modalidades como a natação ou o ciclismo ou outras em que o esqueleto não suporta a totalidade do seu peso, não têm um efeito tão marcado no osso. Mas também podem ser úteis pois promovem o fortalecimento muscular. Uma musculatura sã diminuiu a predisposição para as quedas e pode ainda estimular a deposição óssea junto às inserções musculares.

2. Consuma alimentos ricos em cálcio
O cálcio é o principal componente do nosso esqueleto. Um aporte adequado deste mineral é fundamental para manter o metabolismo fisiológico do osso. As principais fontes de cálcio são o leite e os produtos lácteos, vegetais de folha verde, peixes com espinhas comestíveis (sardinha em lata) e oleoginosas. Atualmente já estão disponíveis no mercado alimentos enriquecidos em cálcio, como a bebida de soja ou o tofu. Estes produtos podem ser uma fonte adicional de cálcio ou uma preciosa opção para quem tem intolerância à lactose.
A quantidade diária recomendada varia consoante a idade, sendo que os adolescentes, as mulheres grávidas e menopausicas e os homens idosos são os que necessitam de maior quantidade (1300 mg/dia, cerca de quatro porções de leite, iogurte ou queijo).

3. Aproveite o ar livre
Ao ar livre pode não só praticar exercício físico, com também expor a pele à radiação solar, que promove a produção de vitamina D, um elemento fundamental para a absorção de cálcio no tubo digestivo. Em quatro a seis dias por semana, dez a quinze minutos apenas são suficientes para quem tenha pele clara. É suficiente expor só a cara, os braços e as mãos. O uso de protetor solar e a pele escura atenuam este efeito, sendo necessário, nestes casos, uma exposição à radiação ultravioleta B mais demorada.

4. Consuma alimentos ricos em vitamina D
Quando a exposição solar é insuficiente, por exemplo no Inverno, torna-se necessário garantir o aporte de vitamina D a partir dos alimentos. Esta vitamina está disponível em peixes gordos como o salmão e a sardinha, ovos, fígado e em alimentos suplementados (margarina, cereais, produtos lácteos). As necessidades diárias variam consoante a exposição solar, sendo normalmente recomendadas 600 UI em indivíduos com mais de 65 anos (p.e. uma colher de óleo de fígado de bacalhau ou duas postas de salmão) ou apenas 200 UI em até de 50 anos (p.e. uma lata de sardinhas).

5. Mantenha uma alimentação equilibrada
Alterações do comportamento alimentar, como a anorexia nervosa, estão associadas ao maior risco de osteoporose. Escolhas alimentares corretas garantem o aporte de todos os macro e micronutrientes necessários para o metabolismo ósseo. A vitamina A, K, complexo B, magnésio e zinco também têm um papel relevante na formação do osso. Um aporte proteico insuficiente condiciona a aquisição de massa óssea e manutenção da massa muscular, o que tem efeitos prejudiciais na saúde do esqueleto.

6. Mantenha um peso saudável (IMC entre 20 e 25)
O baixo peso (IMC menor que 19) é considerado prejudicial para o osso. Os ossos necessitam de carga para se manterem saudáveis. Em indíviduos com baixo peso, o osso não é submetido a forças de compressão suficientes que levem a um balanço positivo para a deposição óssea.

7. Modere o consumo de bebidas alcoólicas
O álcool tem um efeito tóxico nas células que formam o osso, diminuindo a sua capacidade de multiplicação. O consumo exagerado de bebidas alcoólicas também predispõe os indivíduos para quedas. O consumo deve estar limitado a duas porções diárias (p.e. 2 cervejas ou dois copos de vinho) se for homem e a uma porção diária se for mulher.

8. Não fume
O consumo de tabaco diminui a qualidade do osso, aumentando o risco de fratura em cerca de 1,5 vezes. Isto acontece mesmo em jovens, através da diminuição do pico de massa óssea, o que predispõe para o aparecimento de osteoporose no futuro.

9. Limite o consumo de sal e cafeína
Um consumo elevado de sódio e cafeína promove a perda cálcio na urina. Beber mais de três cafés foi associado, em alguns estudos, a uma maior perda de massa óssea durante a menopausa. No entanto, desde que este consumo seja compensado por uma maior aporte de cálcio, não parece existir efeitos nocivos para o osso.

10. Evite as quedas
Um osso frágil, se nunca for submetido a um traumatismo, pode nunca fraturar. É importante evitar as quedas, que podem levar a fraturas.

Em casa, elimine zonas potencialmente perigosas como:
-->tapetes, fios de telefone, divisões pouco iluminadas e pisos molhados. Ande sempre com calçado adequado, que forneça um bom suporte ao pé e permita uma boa aderência ao chão.
Se existirem alterações da visão ou do equilíbrio, consulte o seu médico assistente, para que possam ser estudadas e, se possível, corrigidas.
Mantenha-se activo e ágil. O seu organismo estará mais apto a responder aos desafios do dia-a-dia, evitando as quedas.

A osteoporose é hoje um problema de saúde pública a nível global. Esta doença instala-se lentamente ao longo dos anos, sem dar sinais de alarme. O primeiro sintoma é normalmente catastrófico e invariavelmente corresponde uma fratura. Nunca é tarde, nem cedo demais, para adotar um estilo de vida mais amigável para os seus ossos.
É sempre melhor prevenir do que remediar!

Comece a pensar mais em si e em como pode ajudar-se a si mesmo a prolongar e melhorar a sua vida. Comece hoje mesmo: faça uma pequena caminhada hoje, amanhã aumente para mais um pouco, tenha uma alimentação variada e rica em cálcio, evite as quedas e sobretudo seja activo.


Fonte: "Rituais de Vida Saudável"

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Osteoporose



A velhice nos espera, e isto pretende ser uma boa notícia.
Significa que já não morremos como se morria antigamente:
- de parto, gripe, dor de dente ou infecções bobas, hemorragias, tumores inextirpáveis e males afins.
Estamos vivendo mais tempo, mas isto tem prós e contras.
Se por um lado é a promessa de que vamos ter tempo para ler todos aqueles livros e conhecer nossos bisnetos, ou algo assim, por outro lado teremos de conviver com várias questões que só aparecem depois de certa idade: Mazelas, achaques, coisas da velhice.
Uma dessas coisas que aparecem depois de certa idade é a OSTEOPOROSE.
Fantasma predileto de quem defende a adição de hormônios na menopausa, a osteoporose tem sido enquadrada como doença - mas não é doença.
A osteoporose faz parte do processo natural de envelhecimento do organismo.
É uma condição, um estado dos ossos, que com a idade avançada podem ir descalcificando e se tornar porosos, frágeis e quebradiços, especialmente na coluna vertebral, nas costelas e na bacia.
A osteoporose afeta 25% das mulheres ocidentais com mais de 60 anos e apenas 8% dos homens.
Nosso esqueleto está sempre sendo remodelado pela perda de 300 a 700 mg de cálcio por dia.
Repor esse cálcio através da alimentação ou de suplementos é fácil, fazer os ossos assimilarem é que são elas.
A assimilação depende de vários fatores, entre eles sol, vitamina D, exercícios, fósforo, magnésio e estrogênio.
Por isso a situação da mulher cuja massa óssea já não é muito densa pode se tornar problemática após a menopausa, já que haverá muito menos estrogênio em circulação.
Mas atribuir a osteoporose exclusivamente à falta de estrogênio é muito simplismo.
Estudo recente envolvendo uma série de amostras de densidade óssea de mulheres de 20 a 88 anos mostrou que 50% da massa óssea são perdidos antes da menopausa.
E por que se perde cálcio?
Por miríades de razões da vidinha cotidiana: ansiedade, depressão, stress, falta de exercício,
diarréia, disfunção na tireóide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, fibras suplementares e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido hidroclorídrico, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes, aspirina e cortisona.
O consumo de refrigerantes, carnes conservadas, queijos fortes, molhos industrializados,
pães e massas de farinha branca também atrapalha, já que nos faz absorver muito fósforo,
mineral que inibe a absorção do cálcio se estiver em maior proporção.
A lactose (açúcar lácteo) tem um papel decisivo na assimilação do cálcio do leite.
Pessoas alérgicas ou cujo organismo não digere a lactose aproveitarão pouco cálcio,
ainda que seu consumo de leite e laticínios seja grande.
Na osteoporose, tudo depende de duas coisas:
-->a densidade óssea inicial
-->a velocidade com que se vai perdendo o cálcio.
Ambas podem ser modificadas pelo estilo de vida.
Na verdade, uma mulher com alto risco de osteoporose faria bem em adotar uma alimentação mais vegetariana: perderia muito menos cálcio.
É o caso das mulheres orientais, cuja taxa de osteoporose é baixíssima apesar do pequeno consumo de cálcio.
Mas quando passam a comer uma dieta americanizada, muito rica em proteína, sua eliminação de cálcio pela urina aumenta, porque o organismo gasta muito cálcio para processar a proteína.
E isso não tem nada a ver com redução de estrogênio.
Mulheres negras têm uma densidade óssea inicial 25 a 30% maior que as brancas, ou seja, não precisam se preocupar tanto.
A candidata mais forte à osteoporose é a mulher branca que tem ossos pequenos, fuma, bebe álcool ou descende de europeus do norte, especialmente se alguma mulher da família teve osteoporose.
Se você quer saber a quantas andam seus ossinhos, procure fazer uma densitometria óssea.
Isso se vê através de uma radiografia simples e com dose de radiação mais baixa que uma radiografia dentária.
Nos Estados Unidos qualquer dentista presta este serviço à sua saúde.
No Brasil, por enquanto, você ainda tem que ir atrás de clínicas ortopédicas e serviços especiais.
Atividade física é a chave para conservar a densidade óssea.
Pessoas de 50, 60 e 70 anos que se exercitam têm 30% mais densidade óssea que as sedentárias.
Se você não usa, os ossos se atrofiam.
-->Mas devem ser exercícios que estimulem o alongamento dos músculos, como andar, correr, dançar, andar de bicicleta.
-->Nadar não conta, porque a água não oferece resistência que os músculos e ossos possam enfrentar.
-->Tome sol para garantir a vitamina D . Ela é sintetizada na pele quando tomamos sol e possibilita a absorção de cálcio nos intestinos.
-->Meia hora de exposição por dia, com o mínimo de roupa ou sem ela, é suficiente para as pessoas de pele clarinha. As mais morenas precisam duas ou três vezes mais tempo.
--> Gema de ovo e fígado de galinha são boas fontes de vitamina D.
--> Cuidado com os suplementos, que podem ser tóxicos, especialmente acima de 25 mg por dia.
--> Muito melhor tomar sol neste vastíssimo país tropical..
--> Cuide de suas glândulas Tireóide, adrenais, ovários e pâncreas funcionando bem:
este equilíbrio é essencial para o seu balanço de cálcio.
Não fume
Entre mulheres de condições semelhantes, as que fumam têm menos densidade óssea que as não fumantes.
Como a ansiedade está ligada a um gasto maior de cálcio, e também ao hábito de fumar,
pode ser que você mate três coelhos de uma cajadada só, livrando-se da:
--> ansiedade, do cigarro e da osteoporose<--
Cuidado com o excesso de proteína
A dieta muito proteica aumenta a perda de cálcio pela urina, especialmente se for proteína animal, que tem maior volume de certos ácidos cujo efeito é retirar cálcio dos ossos.
-->No interior do Japão, velhinhas que nunca consumiram mais de 300 mg diários de cálcio têm muito menos osteoporose que as norte-americanas, que consomem 800 mg de cálcio por dia.
-->Mas as japonesas comem apenas 30 g de proteína por dia, enquanto as americanas comem 80 g ou mais.
-->Varie as fontes de cálcio. Você não precisa depender exclusivamente do leite! Você tem:
agrião, folhas de batata-doce, caruru/bredo, melado, espinafre, folhas de nabo, couve-chinesa,
todos eles são boas fontes de cálcio se você comer em porções generosas.
--> Se quiser garantir mais ainda a presença de cálcio na comida, use o pó da casca de ovo - seque ao sol, ou torre no forno; bata no liquidificador ou moa no pilão até obter um pó fininho;
guarde num vidro. Use uma colherinha de café por dia, na sopa, no feijão ou no mingau, deixando antes de molho num pouquinho de vinagre ou limão para desmanchar a estrutura microscópica que prende o cálcio.
--> Uma casca de ovo contém 2.400 mg de cálcio, um copo de leite 290 mg, uma xícara de agrião cozido 300 mg.
--> Evite refrigerantes. O nível de fósforo no organismo tem que ser um pouco menor que o de cálcio para haver uma boa absorção. Os refrigerantes usam muito fósforo em suas fórmulas - em cada copo de coca-cola há 116 mg - e uma pessoa que toma refrigerantes regularmente acaba se expondo aos riscos de perda óssea e hiperparatireoidismo.
--> Controle sal, açúcar e fibras. O alto consumo de sal faz perder cálcio na urina, o consumo de açúcar também - só que, no caso do açúcar, a ação é indireta: ele provoca a eliminação de cobre, que faz falta para a mineralização dos ossos.
-->Farelo de trigo ou biscoitos de fibras podem impedir a absorção de cálcio, principalmente se a pessoa consumir basicamente farinhas e grãos refinados, como farinha de trigo branca,
pão branco, macarrão branco, arroz branco.
--> A pessoa que usa grãos integrais não tem esse problema, a não ser que coma um excesso de fibras adicionais.
--> Fique de olho nos minerais e na vitamina C. A ingestão adequada de cálcio, fósforo, magnésio, manganês, zinco e cobre pode ser decisiva para a sua saúde óssea; se for o caso, peça à sua médica a indicação de suplementos.
--> O magnésio ativa a vitamina D e permite que o cálcio forme cristais nos ossos.
Tem sido usado em doses de 500 mg diários. O boro reduz a excreção de cálcio e magnésio pela urina e tem uma ação positiva sobre o estradiol-17-beta, que é a forma de estrogênio mais ativa no sangue.
Para obtê-lo você pode aumentar o consumo de alguns alimentos ricos em boro:
-->brotos de alfafa, repolho, alface, ervilhas, subprodutos fermentados da soja, maçã,
tâmara, ameixa preta, uva-passa, amêndoas, amendoins.
--> A vitamina C é fundamental para a síntese do colágeno, tecido conjuntivo dos ossos.
Tem sido usada a dosagem de 2 g diários.
Suplementos de cálcio?
Não confie em suplementos de cálcio porque eles podem simplesmente não funcionar.
O sistema mais sofisticado do organismo é o que cuida da absorção de cálcio.
Ele modula a secreção de hormônios, secreção de muco, utilização de nutrientes, eliminação de resíduo celular, contração muscular, secreção ácida do estômago, resposta inflamatória, cura de lesões.
A quantidade necessária a cada momento depende de um conjunto de circunstâncias.
Se você tomar suplementos de cálcio nas refeições corre o risco de não aproveitar o cálcio e ainda inibir a absorção de ferro, manganês e zinco, elementos-traço essenciais à saúde.
Os suplementos dão uma falsa sensação de segurança às pessoas
- elas acham que é uma resposta fácil para a dificílima questão de como conduzir a vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Osteoporose

Osteoporose: um risco para homens e mulheres

A osteoporose é a diminuição da massa óssea.
O osso é um tecido vivo que se renova com mais intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro se inverte e a absorção de osso passa a ser maior que a formação.
As mulheres chegam a perder 50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem cerca de 25%.
A falta de atividade física ou a pouca ingestão de cálcio na infância e na adolescência aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver a doença.

Um dos grandes problemas da osteoporose é que ela, por si só, não apresenta sintomas.
A maior parte das pessoas descobre que tem a doença por causa das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no fêmur, no punho e nas vértebras.
Elas se tornam muito mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos.
O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e da densitometria óssea.

Descobrir as causas da osteoporose é uma tarefa difícil.
Nas mulheres, em grande parte das vezes, o déficit de estrogênio que ocorre na menopausa é o principal responsável pelo aparecimento da doença.
Em casos aparentemente sem explicação, pode haver uma predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com osteoporose.
Há casos, passíveis de reversão, nos quais o desenvolvimento da doença está relacionado com o estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de exercícios físicos.

Algumas providências devem ser tomadas para prevenção da doença.
No caso das mulheres, assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o ginecologista para verificar se há necessidade de reposição hormonal, com estrogênio.
Geralmente, a alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, também é importante.
Além disso, uma providência que não se refere especificamente à prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a partir dos 50 ou 60 anos, ter em casa pisos escorregadios ou tapetes soltos.

O tratamento difere de acordo com o tipo de osteoporose.
No caso da pós-menopausa, ele é feito, como já foi citado, com reposição de estrogênio.
Em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um estimulador da formação óssea, ou com cálcio.
Quanto à atividade física, ela é importante como prevenção e como tratamento, principalmente os exercícios com carga, que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos.
Durante a atividade física, com a contração da musculatura, ocorre deformação do osso.
Quanto maior o estímulo, maior a deformação.
O osso interpreta esta deformação como um estímulo à formação.
Os ossos assim se adaptam à sobrecarga mecânica.
A intensidade da carga é mais importante na formação da massa óssea do que a duração do estímulo.

Especialistas alertam que fraturas podem ser fatais em idosos e pessoas com osteoporose.
A rotina de pessoas com mais de 60 anos e portadores de osteoporose não é das mais fáceis.
É preciso um cuidado redobrado para evitar quedas e, conseqüentemente, fraturas e machucados que podem se agravar, prejudicando a qualidade de vida.
Com a idade, as quedas se tornam mais freqüentes e são causadas por diversos motivos, entre eles, fraqueza dos ossos, diminuição da visão e vertigens.

Segundo os especialistas, cerca de 25% das quedas são fatais em idosos e pacientes com osteoporose. “O principal objetivo do tratamento em pacientes com osteoporose é a prevenção de fraturas. É importante que a pessoa tome sempre cuidado para evitar machucados”, afirma o Dr. Marco Paschoallin, gerente médico da Roche.

A casa de pessoas idosas e que sofrem de osteoporose não deve ser um local que ofereça perigo. Os menores detalhes devem ser levados em consideração.
BANHEIRO-
Colocar de piso antiderrapante dentro e fora do box;
Posicionar as torneiras de água em locais de fácil alcance;
Instalar de barras de segurança ao lado do vaso sanitário e dentro do box;
Deixar sempre uma cadeira no box para ajudar no equilíbrio durante o banho;
Não trancar a porta, para facilitar o socorro no caso de acidentes.

QUARTO-
Remover tapetes soltos e móveis baixos;
Posicionar interruptores próximos à porta e cama;
Manter telefones com fácil alcance;
Colocar luzes de cabeceiras fixas;
A cama, assim como os outros móveis, devem ter altura que permita que os pés fiquem no chão quando a pessoa está sentada;
Utilizar lâmpadas que brilham no escuro em locais estratégicos do quarto e em corredores;
anter itens de uso freqüente longe de obstáculos.

COZINHA -
Colocar tapetes antiderrapantes perto da pia e do fogão. Limpe respingos assim que ocorrerem;
Deixar utensílios e alimentos em locais de fácil alcance;
Manter itens mais pesados em locais mais baixos;
Manter números de emergência próximos ao telefone.

CORREDORES E ESCADAS -
Entradas, corredores e escadas devem estar sempre bem iluminados;
As portas devem ser largas;
Instale luzes noturnas e acenda as demais quando levantar à noite;
Não encere o piso;
Tapetes e carpetes com fios baixos oferecem mais segurança. Fixe-os ao chão com fitas adesivas próprias;
Instale corrimão nos dois lados da escada;
Mantenha sempre uma mão livre para se segurar;
Utilize cores diferentes nos degraus para facilitar a visualização;
Esteja sempre calçado para subir qualquer tipo de escada, evitando escorregões.

MAIS CUIDADOS -
Remova todos os fios soltos, cordas, etc;
Diminua o amontoamento de objetos;
Opte por calçados firmes, com sola de borracha e que fiquem bem presos aos pés;
Sensores que acendem as luzes com movimentos são aconselháveis;
Quem usa bengala deve colocar borracha na ponta para que não escorregue;
Tenha sempre uma lanterna ou luz emergencial à mão para casos de queda de energia.

OS MAIORES DESCUIDOS
Alguns descuidos que podem ser evitados em uma casa:
-->falta de corrimãos em escadas,
-->desníveis no chão, pisos escorregadios
-->iluminação inadequada,
-->animais de estimação que, em um momento de pressa ou sonolência, pode se tornar a causa de quedas.

Em caso de acidente, a pessoa deve procurar imediatamente um médico especialista. Não recorrer nunca a tratamentos caseiros.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Alimentação com qualidade

São vários fatores que interferem no processo de envelhecimento e também no aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis:
--> Fatores de natureza genética, que não são passíveis de intervenção.
--> Fatores de natureza ambiental, sobre os quais pode-se agir.
Dentre esses últimos, encontra-se a alimentação, que exerce papel fundamental na promoção, manutenção e recuperação da saúde.

A alimentação é fundamental para o desenvolvimento do ser humano, desde antes do nascimento até o fim de seus dias.
O estado nutricional do idoso corresponde ao reflexo de sua vida passada, em que vários fatores afetam o estado nutricional e, automaticamente, a sua vida.

Sabe-se que o padrão alimentar de um indivíduo segue critérios que variam de hábitos alimentares e sócio-culturais nele incutidos desde criança, até crenças e preceitos religiosos. Hábitos, gostos e aversões são solidificados nos primeiros anos de vida e carregados até a idade adulta, em que alterações são difíceis e enfrentam resistências.

Muitas doenças que se apresentam prevalecentes tanto em crianças como em idosos, estão intimamente relacionadas à alimentação, seja como causa ou como forma de tratamento e controle.

A desnutrição no idoso resulta em sério comprometimento do seu estado geral e está associada ao aumento da susceptibilidade às infecções e à redução da sua qualidade de vida, acarretando maior morbidade e mortalidade.

A industrialização trouxe também mudanças de hábitos alimentares com consumo de alimentos enlatados, congelados, pré-cozidos, prontos, fast-food.
A chamada “comida caseira” foi ficando cada vez mais rara.
É muito comum, até mesmo em instituições que abrigam crianças e idosos, a utilização desses produtos, visando facilitar o trabalho na cozinha para a elaboração do cardápio, diminuindo mão de obra específica, minimizando o tempo para o preparo das refeições e conseqüentemente mudando hábitos e comportamentos alimentares.

Essas transições podem ser verificadas mundialmente, em decorrência da globalização dos costumes e do consumo nos dias atuais. A partir daí, verificam-se algumas conseqüências imediatas na saúde do ser humano e em seu estado nutricional. Com a mudança do perfil epidemiológico da população, as doenças nutricionais estão sendo causadas pelos excessos alimentares e pelos errôneos estilos de vida e alimentação adotados.
Daí a alta incidência de obesidade, diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia, entre outras.

A prevalência da obesidade é maior entre as mulheres e, em ambos os sexos, o maior pico de ganho de peso ocorre entre 45 e 64 anos.
Por outro lado, foi observada uma diminuição da prevalência da obesidade após os 80 anos . Portanto, as ações para manter um estado nutricional adequado devem ser iniciadas precocemente e mantidas ao longo da vida, como prevenção para riscos futuros.

Outros problemas de saúde relacionados com a alimentação contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas na terceira idade.

A prevalência de diabetes mellitus (DM), por exemplo, aumenta na população idosa e pode comprometer até cerca de 20% dos idosos.
Todavia, estima-se que metade dos casos de diabetes ainda permaneça sem diagnóstico.
A sua presença está associada ao aumento da mortalidade dos idosos, especialmente do sexo feminino, e pode ter um impacto negativo sobre sua vida.

Diabetes mellitus do tipo II é certamente o mais comum entre os idosos.
Neste tipo de diabetes os fatores genéticos estão envolvidos, entretanto a obesidade é um fator importante no desenvolvimento, uma vez que as pessoas idosas portadoras desta doença são obesas.
Observa-se, neste caso, que a insulina se encontra em quantidades satisfatórias, porém ocorre uma resistência insulínica, ou seja, as células não são capazes de reconhecê-la de forma eficiente. Instala-se, então, uma situação de hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), hiperinsulinemia (aumento da insulina no sangue), que pode vir acompanhada pelo aumento de colesterol e triglicérideos no sangue e aumento da pressão arterial.
Para controle da glicemia, geralmente estas pessoas fazem uso de hipoglicemiantes orais.

A terapia nutricional é, sem dúvida, um dos pontos principais do controle da doença, pois auxilia na manutenção dos níveis de glicose sanguínea próximos do ideal (70 a 100 mg/dl), além de contribuir na normalização das taxas de colesterol e triglicérideos no sangue, no controle de peso, para prevenir, retardar ou interromper as complicações do diabetes.

Também a hipertensão arterial vem se transformando, progressivamente, num dos mais graves problemas de saúde pública, atingindo adultos, em especial os mais idosos, sendo que sua prevalência tende a ser maior no sexo masculino.
O risco de doença cardiovascular é até três vezes mais alto nas populações idosas.
Geralmente a hipertensão arterial não apresenta claros sintomas, mas pode acarretar complicações a órgãos vitais como o coração, rins, olhos e cérebro.

Os fatores de risco que, combinados ao longo da vida, predispõem à hipertensão são: a hereditariedade, o excesso de peso, o consumo elevado de sal, o sedentarismo, situações de estresses, alcoolismo e tabagismo.
Com isso, a necessidade de um aperfeiçoamento do controle da hipertensão junto aos idosos passa a ser urgente .

Outro fator de risco para os idosos é a hipercolesterolemia.
É mais prevalente em mulheres do que em homens, sendo mais freqüente na faixa etária dos 65 aos 74 anos.
A hipercolesterolemia continua sendo fator de risco para doenças coronarianas em indivíduos idosos, apesar de o risco relativo diminuir com a idade.
Alguns estudos mostram não haver existência de associação entre a hipercolesterolemia e a mortalidade geral ou coronariana em pessoas com idade superior a 70 anos, porém a relação entre o colesterol total e doença coronariana é positiva dos 40 aos 70 anos.

Um dos achados não raros em pessoas idosas são as doenças carenciais, definidas como uma condição patológica causada por uma dieta deficiente em um ou mais nutrientes essenciais, como ferro, vitaminas, cálcio, dentre outros.
A osteoporose que, do ponto de vista epidemiológico, pode apresentar problema de difícil solução, é uma doença preocupante.

O tratamento da osteoporose tem mais êxito quanto mais precocemente for iniciado, para se prevenir a perda óssea. Geralmente, o tratamento não se resume apenas a um medicamento, mas a um conjunto de medidas que objetivam aumentar a deposição de cálcio nos ossos e diminuir sua perda. Algumas alternativas incluem a reposição de cálcio através de compostos e aumentando a ingestão de cálcio na dieta.

Com a idade, os níveis de vitamina D também diminuem.
A exposição solar é fundamental para a ação da vitamina D em promover a absorção de cálcio no intestino.
Alimentos fonte de vitamina D ou alimentos fortificados como leite, são fundamentais na alimentação.
Os exercícios físicos e a modificação nos hábitos alimentares, restringindo os alimentos que podem acentuar o problema como: açúcares refinados, bebidas achocolatadas, café, bebidas alcoólicas, também ajudam de forma significativa o tratamento da osteoporose.

As causas da obstipação intestinal, outro fator de risco, geralmente, estão ligadas a dietas pobres em fibras, hábitos alimentares irregulares, falta de exercícios físicos, tensão nervosa, baixa ingestão de líquido, uso prolongado de medicamentos laxativos.
Já no idoso, a obstipação está associada freqüentemente à atonia muscular geral, ou seja, diminuição da motilidade colônica.

O desconforto que a obstipação intestinal provoca é uma queixa constante na população idosa seja na situação ambulatorial, seja na de acamado por longos períodos, em domicílio ou instituições. Com isso, o uso de laxantes, lavagens e supositórios torna-se um hábito freqüente, fazendo com que as evacuações espontâneas e satisfatórias não ocorram devido ao ciclo vicioso.

A atuação dessas drogas resulta no esvaziamento excessivo do cólon, que leva em média dois a três dias (ou mais) para formar bolo fecal suficiente para a distenção do reto e, conseqüentemente, despertar o reflexo normal da defecação.
Isso se depara com a idéia de defecação diária para evitar a “intoxicação intestinal”, que é a preocupação de um número expressivo de indivíduos fazendo com que se tornem ansiosos e os levando ao uso repetitivo do laxante .

Viver por mais tempo não necessariamente significa viver bem.
A relação com a qualidade de vida, neste processo de envelhecer, é um dos desafios no qual a nutrição pode dar grande contribuição.

Neste contexto, os efeitos da alimentação inadequada, tanto por excesso como por déficit de nutrientes, têm excessiva representação, o que reflete num quadro latente de má nutrição em maior ou menor grau.

A nutrição é um aspecto importante para manter o bom estado nutricional, devido as mudanças fisiológicas relacionadas com a idade e o desenvolvimento de doenças crônico degenerativas.
Mas as ações para manter um estado nutricional adequado devem ser iniciadas precocemente e mantidas ao longo da vida, como prevenção para riscos futuros.