Saudações à todos que passarem por esse Blog!

O Envelhecimento com qualidade de vida é uma das maiores conquistas na história do ser humano.

Hoje é comum encontrarmos pessoas com 70, 80 anos ativas, algumas ainda fazem questão absoluta de estar no mercado de trabalho. Algumas aposentam porém não se acomodam: criam, inventam o quê fazer!

E é comum também vermos pessoas alcançarem os 90 anos e, algumas ainda mais: alcançam 100 anos.

A segunda grande conquista é chegar a essas idades com autonomia, independência, lucidez e ainda praticando algo útil na sociedade.



Esse Blog foi criado com 2 objetivos principais:

1-Em homenagem aos meus alunos do Curso de Fonoaudiologia e Qualidade de Vida - Turma da 3a Idade (UNATI - UNESP/Assis) que têm sede de aprender cada vez mais e também aos meus alunos do curso de capacitação e formação de cuidadores.



2- Criar um canal aberto onde eu possa apresentar uma coletânea de diversos textos (autores diversos), artigos, notícias, pesquisas, curiosidades sobre esse assunto e que as pessoas que por aqui passarem, possam refletir, filosofar, expressar suas ideias e ampliar seus conhecimentos.



Durante todo o ano de 2008 e 1º Semestre de 2009 estabeleceu-se um vínculo crescente "recheado" de muito carinho, respeito, amizade e trocas de experiências.

A cada nova aula uma nova oportunidade de crescimento.

Crescimento em vários sentidos: emocional, cognitivo, social, intelectual... enfim... aquela troca de experiência com o grupo da 3a Idade (UNATI) não somente beneficiou aos alunos , mas sobretudo a mim, como pessoa e como profissional.

Eu via em cada aluno a sede de aprender, conhecer, saber cada vez mais!

Diferente do que observamos na maioria dos jovens, noto que as pessoas da 3a idade têm sede de VIVER!!! E viver com qualidade!!



Foi isso que procurei passar aos meus alunos: viver a vida de modo intenso...com prazer! Mas viver com qualidade!!!

Isso que pretendo deixar registrado nesse Blog: tudo que possa proporcionar uma maior qualidade de Vida!



Sejam todos muito bem vindos!



Recebam meu carinho:

Selene Lipe

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Exercícios de dicção

Dicção e Exercícios para o Controle do Ar

Alguns exercícios ajudam a termos a percepção de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, aí não conseguimos acabar a frase ou desafinamos.

Confira alguns abaixo:

Bexiga de ar: Inspirar enchendo todo o pulmão, sem estufar o peito, encher de uma vez só uma bexiga de ar e vedar a saída com o indicador e o polegar.
Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a saída, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos.
Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga.
No começo é difícil, mas é um ótimo exercício de percepção.
Depois tente controlar o ar com as frases longas das canções.

Vela: Acender uma vela, posicioná-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a saída retraindo o abdômen devagar, sobre a chama da vela, sem apagá-la.
Procurar manter a chama sempre dançando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, você soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.

Freqüência dos exercícios: três vezes cada, três vezes na semana.

Dicção: A boa dicção é muito importante para o canto, pois se você não articula bem as palavras, fica difícil de se entender o que você está dizendo, e se não abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada.

Um exercício fácil é cantar exagerando na articulação, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necessário, pra que ganhe mais abertura.
Você pode também cantar os vocalizes articulando bem as vogais e consoantes, usando sílabas como:
- TRA, TRE, TRI, TRO, TRU- BLA, BLE, BLI...- LARA, LERA...- VINE...VIVIU- AU...AI...AÊ...ÓI- NAU...NOIM...
enfim, invente e articule!

Um bom exercício para "amaciar" e relaxar a boca é fazer uma mastigação de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de "humm".

2a. voz: A segunda voz é uma mesma frase da canção cantada com notas diferentes da primeira. A mais comum é quando você canta as mesmas notas da primeira frase uma terça acima ou abaixo, ou uma quinta. Muita gente tem essa percepção natural e faz isso sem nunca ter estudado música, mas isso não deve se constituir uma regra. A 2a. voz é qualquer frase cantada com notas diferentes da primeira, mas que soe bonito, harmônico, que combine.

Você pode treinar isso escolhendo canções de algum cantor ou cantora cuja voz se aproxime da sua na extensão vocal, ou seja, que você consiga cantar junto sem fazer muito esforço, então você ao invés de cantar na mesma altura, com as mesmas notas, vá tentando fazer diferente, cantando mais grave ou mais agudo um pouco, procure gravar e ouça com atenção prá ver se soa harmônico, se está combinando.

Trêmulo:
O trêmulo, aquela tremidinha no final das frases que alguns cantores fazem, na minha concepção é um recurso natural, da personalidade de cada um, eu desconheço técnica para isso.
 Se você der uns soquinhos na barriga a voz treme, mas não é natural.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Exercícios de Dicção e Controle da respiração

Dicção e Exercícios para o Controle do Ar
Alguns exercícios ajudam a termos a percepção de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, aí não conseguimos acabar a frase ou desafinamos.

Confira alguns abaixo:
-->>Bexiga de ar:
Inspirar enchendo todo o pulmão, sem estufar o peito, encher de uma vez só uma bexiga de ar e vedar a saída com o indicador e o polegar.
Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a saída, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos.
Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga.
No começo é difícil, mas é um ótimo exercício de percepção.
Depois tente controlar o ar com as frases longas das canções.

-->>Vela: Acender uma vela, posicioná-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a saída retraindo o abdômen devagar, sobre a chama da vela, sem apagá-la.
Procurar manter a chama sempre dançando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, você soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.

Freqüência dos exercícios: três vezes cada, três vezes na semana.

Dicção: A boa dicção é muito importante para o canto, pois se você não articula bem as palavras, fica difícil de se entender o que você está dizendo, e se não abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada.
Um exercício fácil é cantar exagerando na articulação, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necessário, pra que ganhe mais abertura.

Você pode também cantar os vocalizes articulando bem as vogais e consoantes, usando sílabas como:
- TRA, TRE, TRI, TRO, TRU- BLA, BLE, BLI...- LARA, LERA...- VINE...VIVIU- AU...AI...AÊ...ÓI- NAU...NOIM...
enfim, invente e articule!

Um bom exercício para "amaciar" e relaxar a boca é fazer uma mastigação de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de "humm".

Exercícios de dicção e articulação.

Faça estes exercícios pronunciando com clareza e exercitando bem os órgãos fonoarticulatórios.
M (OCLUSIVA BILABIAL SONORA NASAL)
O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica, mastigava mostarda na maloca miasmática.
Migalhas minguadas de moagem mitigavam míseras meninas.
Moleques magricelas mergulhavam no mucurro, murmurinhando como uma matinada de macacos.
A mucama modulando monótonas melodias moía milho e macaxeira para a moqueca e o mungunzá do medonho mercador de mumanamonas.
B (OCLUSIVA BILABIAL SONORA)
Bela baiana, boneca de bronze, bailava brejeira um burlesco Bendenguê da Bahia.
O barraco do Babalaô borborinha; Babel de baixada, bacanal de bárbaros, bebem, blasfemam, batem, batucam, bamboleiam no bulício de um bestial bambaquerê.
Ao som de búzios, berimbau, baco-bacos, badalam, bimbalham, bolem, rebolam e berram:
“É o bamba do bambu de bambuê, é o bamba de bambu de bambuá, bambulelê, bambulalá”.
P (OCLUSIVA BILABIAL SURDA)
"Parece peta.
A Pepa aporta à praça e pede ao Pupo que lhe passe o apito.
Pula do palco e, pálida, perpassa por entre um porco, um pato e um periquito.
Após, papando, em pé, pudim com passa, depois de paios, pombos e palmitos, precípite, por entre a populaça, passa, picando a ponta de um palito.
Peças compostas por um poeta pulha, que a papalvos perplexo empulha, prestando apenas para apanhar os paios...
Permuta a Pepa por pastéis, pamonha...
Que a Pepa apupe o Pupo e à Popa ponha papas, pipas, pepinos, papagaios!"
F (FRICATIVA LABIODENTAL SURDA)
Na oficina “Quem com ferro fere com ferro será ferido”,
forjam fronte a fronte com fragor, o ferreiro Felisberto Furtado e seu filho Frederico Felizardo.
Na fornalha flamejante fulge o fogo com furor; o fole frenético faz fumaça e fagulhas fulgurantes que ofuscam.
Afinal ofegante e farto de fazer força, o Felisberto Furtado força o filho fanfarrão a forjar com firmeza e sem fadiga ferraduras, ferrolhos e ferramentas.
V (FRICATIVA LABIODENTAL SONORA)
O vento veloz varre a várzea com violência. Verdugo vingativo vergasta vigoroso a vegetação que reveste o vale vulnerável de Vetuverava.
Gaivotas aventurosas voavam na voragem em vertiginosas reviravoltas.
T (OCLUSIVA ÁPICODENTAL SURDA)
O turco tatuado, troncudo e tagarela com o tabuleiro a tiracolo, troca tudo pelo triplo:
tecidos, trajes, ternos, túnicas, tapetes, toucas, tetéus, tesouras, talheres, termômetros, torneiras, tigelas, turíbulos, taramelas, tintas, treliças, tamborins, tartarugas, talismãs, e outros.
D (OCLUSIVA ÁPICODENTAL SONORA)
Dançam depressa, disciplinados e decididos os dez dedos delgados da datilógrafa dinâmica
que decifram os documentos do déspota draconiano para o diário de deputado demagogo.
L (ÁPICOALVEOLAR SONORA) e N (SONORA NASAL)
Lana, Lina, Lena, e Lola levam Nila e Madalena nas salinas sonolentas para ver a lua em plenilúnio.
Leonel leva o animal indócil pela alameda marginal.
Calmaria, céu azul, sol fúlgido, libélulas ligeiras voltejam leves sobre lilazes em flor.
No laranjal abelhas laboriosas em tumulto coletam o pólen para o delicioso mel de suas colméias.
Por que palras pardal pardo?
Palro, palro e palrarei, porque sou o pardal pardo palrador d´El Rei.
Na noite de natal ninguém notou o anão Aniceto nanando a nenenzinha.
Louvamos a leveza das lindas alouradas lavadeiras lisboetas na lida de lavar longos lençóis de linho.
S (FRICATIVA PRÉ-DORSODENTAL SURDA) e Z (PRÉ-DORSODENTAL SONORA)
Sófocles soluçante ciciou no senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis.
Suave viração do sueste sussurrante sobre sensitivas silenciosas.
Sábios centenários assistiram sem se cansar a sensacional sessão,
selecionando seus sessenta discípulos sorteados.
O saci passou assoviando e assustou as moças sensíveis.
A zebra zurrando ziguezagueava, zombando do zoófobo zaranza que zangado zurzia,
com zaguncho do suevo.
Cinco oficiais esfomeados passando certo dia por Santos apreçaram salsichas:
Quando custam essas salsichas?- Seis centavos.
E estas salsichas?- Cinco centavos.
Quanto custam dez salsichas?
- A seis centavos são sessenta centavos e a cinco centavos são cinqüenta centavos;
saibam que são saborosas e substanciais.
Sob a sombra do cedro centenário o passante solícito descansa sossegado e sonhador.
A brisa silenciosa espalha as essências sutis do sândalo.
A estrela cintila no céu imenso.
Um pássaro de asas sedosas esvoaça sem destino.

J (FRICATIVA PALATAL SONORA)
Vejo no jardim japonês gentis jaçanãs, jandeiras jaspadas, jaburus, janotas e juritis gemendo.
Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.
Girafa gingando com jeito de gente.
Jacarés, jucuruxus e jabotis jejuando.

X e CH (FRICATIVAS PALATAIS SURDAS)
Xaveco do Xavier chegou com o xalavar cheio de peixes.
Xaréus, xareletes, xirás, xixarros e xundaraias.
O cheiro do chá da China chilreando na chaleira é chamariz.
Sacha saiu sem saber se Natacha, que Sacha sabia sem senso, saiu na chuva sem seu xale chinês.

Exercicios de dicção

FÁCIL
1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.

2. O rato roeu a roupa do rei de Roma; a rainha com raiva resolveu remendar.

3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.

4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.

5. Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce.

MÉDIO
1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

2. O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.

3. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!

4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.

DIFÍCIL
1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.

2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.

3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.

4. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?